Síndrome do Olho Seco em Uberaba: Sintomas, Causas e Tratamento

Olho seco em Uberaba: sintomas, causas e tratamento adequado ao tipo. A oftalmologista Dra. Giovanna Piccinini investiga a causa e acompanha cada caso.

Atualizado em | Revisado por Dra. Giovanna Piccinini, CRM 32619/MG | RQE 29156

A síndrome do olho seco é uma condição multifatorial em que a lágrima é produzida em quantidade insuficiente ou com qualidade inadequada e, em Uberaba, é tratada pela oftalmologista Dra. Giovanna Piccinini a partir da investigação da causa específica. O cuidado combina lágrimas artificiais indicadas para o tipo de olho seco, orientação sobre o uso de telas, medidas ambientais e, em casos selecionados, tratamento da inflamação da superfície ocular, com reavaliação periódica.

O que é a síndrome do olho seco?

A síndrome do olho seco acontece quando a lágrima deixa de manter a superfície do olho úmida e protegida, seja porque é produzida em pouca quantidade, seja porque evapora rápido demais ou não tem a composição adequada. O filme lacrimal lubrifica a superfície ocular, ajuda a limpá-la, removendo partículas que não deveriam estar ali, e mantém a córnea lisa e transparente, condição importante para enxergar bem.

Queixas de ressecamento, ardência e sensação de areia nos olhos chegam com frequência crescente à Dra. Giovanna Piccinini, oftalmologista em Uberaba, principalmente de pessoas em idade produtiva que passam horas em ambientes climatizados, diante de computador e celular. Outras condições, como o pterígio, também afetam a superfície do olho, e por isso o exame vem antes de atribuir qualquer desconforto ao olho seco.

Como a lágrima funciona e por que ela falha?

A lágrima é formada por três camadas, e o olho seco aparece quando uma ou mais delas deixam de funcionar bem. Segundo a American Academy of Ophthalmology (AAO), cada camada tem origem e função próprias:

  • Camada oleosa (lipídica), a mais externa, produzida pelas glândulas de Meibômio, localizadas nas pálpebras. Ela deixa a superfície da lágrima lisa e retarda a evaporação.
  • Camada aquosa, intermediária, produzida pelas glândulas lacrimais. Corresponde à maior parte do volume da lágrima e ajuda a limpar o olho.
  • Camada de muco (mucínica), a mais interna, produzida pela conjuntiva. Ela espalha a camada aquosa e faz a lágrima aderir à superfície do olho.

O olho seco costuma ser dividido em dois mecanismos principais, que pedem abordagens diferentes. No olho seco por deficiência aquosa, as glândulas lacrimais produzem menos lágrima do que o necessário. No olho seco evaporativo, a quantidade produzida pode ser suficiente, mas a lágrima evapora rápido demais. A disfunção das glândulas de Meibômio, em que essas glândulas ficam obstruídas ou não funcionam adequadamente, é uma das principais causas do tipo evaporativo, segundo a AAO.

Glândulas da pálpebra também estão por trás do calázio e do terçol, quadros com avaliação e tratamento próprios.

Quais são os sintomas do olho seco?

Os sintomas mais comuns do olho seco são ardência, sensação de areia, vermelhidão e visão momentaneamente embaçada, que tendem a piorar ao final do dia e durante o uso prolongado de telas.

  • Ardência e sensação de areia ou de corpo estranho nos olhos.
  • Lacrimejamento paradoxal: irritado pelo ressecamento, o olho passa a lacrimejar mais, mas com uma lágrima que não lubrifica de verdade.
  • Vermelhidão ocular recorrente, principalmente ao final do dia.
  • Fadiga ocular durante o uso prolongado de telas.
  • Visão momentaneamente embaçada, que melhora ao piscar algumas vezes.
  • Sensibilidade à luz e desconforto em ambientes com vento ou ar-condicionado.

Olho seco e lágrima em excesso podem andar juntos, o que confunde muitos pacientes. O lacrimejamento, nesse caso, é uma tentativa de compensar o ressecamento, e não sinal de lubrificação de sobra.

Lacrimejar muito também pode ter outra origem: a obstrução da via lacrimal, em que a lágrima não consegue escoar para o nariz. O próprio paciente pode confundir os dois quadros, mas a causa e o tratamento são diferentes.

Olho seco e obstrução da via lacrimal: como diferenciar
AspectoOlho secoObstrução da via lacrimal
O que aconteceFalta lágrima ou a lágrima produzida não tem a qualidade necessáriaO canal que leva a lágrima até o nariz está bloqueado, e ela não consegue escoar
Como é o lacrimejamentoParadoxal: reação ao ressecamento, com lágrima que não lubrifica bemConstante, chamado de epífora
Como se investigaHistórico, hábitos e exame da superfície ocular e das pálpebrasTeste específico de permeabilidade da via lacrimal
TratamentoLágrima artificial compatível com o tipo, hábitos de uso de telas, medidas ambientais e, em casos selecionados, tratamento da inflamaçãoPode envolver sondagem e, nas obstruções mais significativas, cirurgia da via lacrimal

O que causa o olho seco?

O olho seco é multifatorial: hábitos, ambiente, alterações hormonais, doenças associadas, medicamentos e a própria anatomia das pálpebras podem reduzir a produção de lágrima ou acelerar a sua evaporação. As causas mais frequentes são:

  • Uso prolongado de telas, porque a atenção fixa faz a pessoa piscar menos e a lágrima se renova com menos frequência. Pausas, piscar e ajustes de rotina para quem trabalha no computador são detalhados no conteúdo sobre olho seco relacionado ao uso de telas.
  • Ambientes com ar-condicionado, vento, fumaça ou clima muito seco, que aumentam a evaporação da lágrima.
  • Lentes de contato usadas por muitas horas, que interferem na distribuição normal da lágrima sobre o olho.
  • Disfunção das glândulas de Meibômio, que compromete a camada oleosa e deixa a lágrima evaporar com mais facilidade.
  • Blefarite, inflamação da borda das pálpebras, tratada em conjunto quando presente.
  • Alterações hormonais, mais comuns em mulheres na menopausa, que reduzem a produção de lágrima com o passar dos anos.
  • Doenças autoimunes associadas, em casos selecionados, como a síndrome de Sjögren, que pedem uma investigação mais ampla da saúde geral.
  • Uso de determinados medicamentos, como alguns anti-histamínicos, antidepressivos e remédios para pressão arterial, entre eles os diuréticos.
  • Alterações da posição das pálpebras, como o entrópio e o ectrópio; no ectrópio, a exposição constante da superfície do olho favorece o ressecamento.
  • Cirurgias oculares prévias, como a cirurgia refrativa, listada pela AAO entre as causas, que podem favorecer o ressecamento.

Como é feito o diagnóstico do olho seco?

O diagnóstico do olho seco combina uma conversa detalhada sobre a rotina com o exame da superfície ocular e das pálpebras. A Dra. Giovanna Piccinini investiga a causa específica de cada caso considerando:

  • Histórico clínico: há quanto tempo os sintomas existem, em que momentos pioram e se há doenças associadas, como alterações hormonais ou autoimunes.
  • Rotina e ambiente: horas diárias de tela, pausas, ar-condicionado, ventiladores e tipo e tempo de uso de lentes de contato.
  • Lista completa de remédios, inclusive os comprados sem receita, já que algumas classes favorecem o olho seco.
  • Horas de sono, porque dormir pouco pode causar irritação nos olhos e cansaço visual, como alerta o Ministério da Saúde.
  • Exame da superfície ocular: qualidade e estabilidade do filme lacrimal, saúde da córnea, posição e bordas das pálpebras, glândulas de Meibômio e a forma de piscar.

A investigação define o mecanismo predominante, deficiência de produção ou evaporação acelerada, e orienta a escolha do tratamento, já que queixas parecidas podem ter origens diferentes. Quando há indicação, os exames oftalmológicos complementares são feitos na própria clínica.

Como é o tratamento do olho seco em Uberaba?

O olho seco tem tratamento e acompanhamento, e o plano é montado conforme o tipo e a causa identificados na avaliação. A Dra. Giovanna Piccinini combina medidas que protegem a superfície ocular no dia a dia:

  • Lágrima artificial compatível com o tipo de olho seco, escolhida conforme o mecanismo identificado, e não de forma genérica. Quando o colírio precisa ser usado muitas vezes ao dia, a AAO orienta preferir versões sem conservantes, porque as fórmulas com conservantes podem irritar os olhos.
  • Orientação sobre o uso de telas, com pausas ao longo do dia, ajuste da posição da tela e atenção consciente à frequência do piscar.
  • Medidas ambientais, como evitar que o ar-condicionado ou o ventilador sopre direto no rosto e usar umidificador em ambientes muito secos.
  • Compressas mornas e higiene das pálpebras, quando há disfunção das glândulas de Meibômio ou blefarite, para melhorar o fluxo da secreção oleosa e a qualidade da camada lipídica.
  • Tratamento da inflamação da superfície ocular, em casos selecionados, quando a lubrificação isolada não é suficiente.
  • Cuidado da condição associada, quando outra doença contribui para o ressecamento, já que tratá-la pode melhorar os sintomas do olho seco, segundo o National Eye Institute (NEI).
  • Reavaliação periódica, porque o olho seco exige controle de longo prazo, com ajustes conforme a evolução dos sintomas.

Quem tem olho seco e planeja operar a catarata também passa por essa avaliação antes da cirurgia, porque o olho seco está entre as condições associadas que podem impactar o resultado cirúrgico, como mostra a página sobre a avaliação pré-operatória da catarata.

Posso tratar o olho seco só com colírio da farmácia?

Nos quadros leves, a lágrima artificial vendida sem receita é o tratamento mais comum, segundo o NEI, mas usá-la sem avaliação pode aliviar o sintoma sem tratar a causa. O Ministério da Saúde orienta evitar a automedicação com colírios, e a AAO recomenda procurar o oftalmologista quando os sintomas persistem, pioram, atrapalham as atividades do dia a dia ou não melhoram com os colírios lubrificantes de venda livre.

Um cuidado especial vale para os colírios vasoconstritores, usados para clarear o olho vermelho. Eles reduzem a vermelhidão de forma temporária, ao contrair os vasos da superfície ocular, mas não tratam a causa do ressecamento, e o uso contínuo pode mascarar sinais de piora que mereceriam avaliação.

Quando o olho seco é intenso e fica sem tratamento, o NEI descreve que ele pode, às vezes, lesionar a córnea, a camada transparente da frente do olho. O desconforto persistente também pode atrapalhar a leitura, o trabalho e o uso de telas. Tratar e acompanhar o quadro ajuda a proteger a superfície ocular e o conforto no dia a dia.

Quando procurar uma oftalmologista em Uberaba para olho seco?

Vale procurar avaliação quando os sintomas de olho seco se repetem, pioram ou não melhoram com colírios lubrificantes. Considere agendar uma consulta se você apresenta:

  • Ardência, sensação de areia ou de corpo estranho nos olhos de forma recorrente.
  • Vermelhidão frequente, principalmente ao final do dia.
  • Lacrimejamento frequente, que pode ser olho seco ou ter outra causa a investigar.
  • Fadiga ocular constante durante o uso de telas.
  • Uso de colírios lubrificantes sem melhora dos sintomas.
  • Sensibilidade crescente à luz e desconforto em ambientes com vento ou ar-condicionado.
  • Dificuldade de adaptação a lentes de contato que antes eram bem toleradas.
  • Dor nos olhos ou mudança na visão junto com o ressecamento.

Antes da consulta, vale anotar em que horários os olhos ardem mais e quais colírios e remédios você já usou. Levadas à Clínica de Olhos de Uberaba, no bairro Santa Maria, essas anotações ajudam a Dra. Giovanna Piccinini a identificar o tipo de olho seco e a ajustar o plano de cuidado.

Olhos ardendo, com sensação de areia ou lacrimejando com frequência? Agende sua avaliação de olho seco em Uberaba.

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Perguntas frequentes

Olho seco tem cura ou só dá para controlar os sintomas?

Depende da causa. Quando o ressecamento está ligado a um ambiente muito seco ou a longas horas de tela, ajustar a rotina e usar a lágrima artificial adequada pode controlar bem o quadro. Nas causas hormonais ou associadas a doenças autoimunes, o cuidado tende a ser contínuo, com retornos periódicos para ajustar a conduta conforme a evolução dos sintomas.

Qualquer colírio lubrificante serve para olho seco?

Não necessariamente. As lágrimas artificiais têm formulações diferentes, e a escolha depende do tipo de olho seco: falta de produção de lágrima ou evaporação acelerada por alteração da camada oleosa. Um produto escolhido ao acaso pode não trazer alívio real. A avaliação oftalmológica indica a formulação e a forma de uso mais adequadas a cada caso.

Usar lente de contato piora o olho seco?

Pode, sim. Lentes usadas por muitas horas seguidas figuram entre as causas de olho seco, e o incômodo com uma lente que antes era confortável pode ser um sinal do quadro. Quem já tem olho seco e usa lentes precisa de acompanhamento mais próximo, com orientação sobre o tempo diário de uso, o tipo de lente e os produtos de limpeza.

Olho seco tem relação com a menopausa?

Tem. Com o passar dos anos, as alterações hormonais tendem a reduzir a produção de lágrima, e o olho seco é mais comum em mulheres, especialmente depois da menopausa, segundo a American Academy of Ophthalmology. Homens também podem ter o problema. Nesses casos, o cuidado costuma ser de longo prazo, com reavaliações periódicas.

Tomo remédio para pressão ou antialérgico. Isso pode causar olho seco?

Pode contribuir. Alguns antialérgicos (anti-histamínicos), antidepressivos e remédios para pressão arterial, como os diuréticos, estão entre os medicamentos associados ao olho seco. O remédio não deve ser suspenso por conta própria: leve a lista completa à consulta, e qualquer mudança é discutida com o médico que fez a prescrição.

Quais exames mostram se eu tenho olho seco?

O exame começa pela observação das pálpebras, da superfície do olho e da forma de piscar. Testes específicos avaliam a quantidade de lágrima produzida, a qualidade e a espessura do filme lacrimal e o tempo que a lágrima leva para secar, segundo a AAO e o NEI. Os testes são escolhidos conforme o quadro de cada paciente.

Olho seco pode prejudicar a visão de forma permanente?

O risco está nos quadros graves que ficam sem tratamento: nesses casos, segundo o National Eye Institute, o olho seco pode às vezes lesionar a córnea. Já a visão momentaneamente embaçada que melhora ao piscar, um sintoma comum, tende a ser passageira. Sintomas persistentes merecem avaliação, em vez do uso contínuo de colírios sem orientação.

Fontes e referências

Dra. Giovanna Piccinini — Formação e Credenciais

A Dra. Giovanna Piccinini é médica oftalmologista, com quase três décadas de Medicina e atuação especializada em cirurgia de catarata, plástica ocular e saúde ocular preventiva, cofundadora da Clínica de Olhos de Uberaba.

  • Graduação em Medicina pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), 1998.
  • Residência médica no Centro Oftalmológico de Minas Gerais (COMG).
  • Fellowship em Plástica Ocular no Hospital Felício Rocho, sob orientação dos Drs. Eduardo Soares e Valério Pérez.
  • CRM 32619/MG | RQE 29156.

Todo o conteúdo desta página foi revisado e aprovado pela Dra. Giovanna Piccinini. As informações têm finalidade exclusivamente educativa e não substituem uma avaliação médica individualizada.

As informações desta página têm finalidade educativa e não substituem consulta médica, diagnóstico individualizado ou atendimento de urgência e emergência. Em caso de dor ocular intensa, perda súbita da visão ou trauma no olho, procure atendimento oftalmológico imediatamente.

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