Pterígio em Uberaba: Quando Acompanhar e Quando Indicar a Cirurgia

Pterígio: quando acompanhar e quando operar. Oftalmologista em Uberaba explica sintomas, relação com o sol e a cirurgia que reconstrói a superfície ocular.

Atualizado em | Revisado por Dra. Giovanna Piccinini, CRM 32619/MG | RQE 29156

O pterígio é um crescimento de tecido fibrovascular sobre a córnea, geralmente relacionado à exposição solar crônica sem proteção adequada. Em Uberaba, a Dra. Giovanna Piccinini acompanha os casos iniciais com lubrificantes e proteção solar rigorosa e indica a cirurgia de pterígio quando há progressão significativa, comprometimento estético relevante ou impacto na visão. A cirurgia remove o tecido e reconstrói a superfície ocular, com técnicas que reduzem significativamente o risco de recidiva.

O que é o pterígio?

O pterígio é um crescimento de tecido fibrovascular que parte da conjuntiva, a membrana transparente que recobre a parte branca do olho, e avança sobre a córnea. Ele surge no canto interno ou externo do olho e é popularmente chamado de "carne no olho".

O tecido contém vasos sanguíneos e costuma ser levemente elevado. Pode permanecer pequeno ou crescer o suficiente para cobrir parte da córnea, e é nesse ponto que a visão pode ser afetada. Pode aparecer em um olho ou nos dois.

Quais são os sintomas do pterígio?

O sinal mais comum é uma película esbranquiçada ou rosada, com pequenos vasos, crescendo do canto do olho. Há pterígios que não causam sintoma nenhum; outros inflamam e incomodam, sobretudo enquanto estão crescendo.

  • Vermelhidão localizada no canto do olho, na área onde o tecido começa a crescer.
  • Sensação de corpo estranho ou de areia no olho.
  • Irritação, ardência e coceira, especialmente em ambientes com vento, poeira ou sol intenso.
  • Olhos secos e desconforto na superfície ocular.
  • Visão borrada, quando o tecido avança sobre a região central da córnea.
  • Astigmatismo induzido, pela tração do tecido sobre a curvatura da córnea.
  • Alteração estética visível, notada pelo próprio paciente ou por pessoas próximas.

Nem toda película no canto do olho é pterígio. A pinguécula é uma lesão amarelada e elevada na conjuntiva, da qual o pterígio pode se originar. Já o pseudopterígio é uma aderência entre a conjuntiva e a córnea que surge na cicatrização de uma lesão prévia, como trauma ou queimadura ocular, e tem origem e tratamento diferentes. Distinguir essas condições no exame é o que orienta a conduta.

O que causa o pterígio e quem tem mais risco?

O pterígio está geralmente relacionado à exposição solar crônica sem proteção adequada, somada ao vento e à poeira. Por isso é mais comum em quem trabalha ou vive exposto ao sol por longos períodos.

  • Radiação ultravioleta (UV) acumulada ao longo dos anos, sobretudo sem óculos de sol com proteção UV.
  • Ambientes com vento, poeira ou areia, que irritam a superfície ocular com frequência.
  • Trabalho ao ar livre, como no campo ou na pesca, com exposição direta e prolongada ao sol.
  • Ressecamento da superfície ocular, que favorece a inflamação; manter os olhos lubrificados faz parte da prevenção (veja mais sobre olho seco e seus cuidados).
  • Predisposição individual, já que a resposta à mesma exposição varia de pessoa para pessoa.

O pterígio é raro em crianças: aparece em adultos, refletindo o efeito acumulado da exposição ao longo da vida.

Como é feito o diagnóstico do pterígio?

O diagnóstico é clínico: o exame dos olhos e das pálpebras na consulta confirma o pterígio e, na maioria dos casos, dispensa testes especiais. A Dra. Giovanna Piccinini avalia também:

  • Histórico de exposição solar e ambiental, incluindo profissão e hábitos ao ar livre.
  • Velocidade de crescimento da lesão, comparando fotos e exames de avaliações anteriores quando disponíveis.
  • Distância entre o tecido e o eixo visual, fator central para indicar ou não a cirurgia.
  • Presença de astigmatismo induzido, medido pela topografia corneana e outros exames oftalmológicos quando necessário.
  • Sinais de olho seco associado, que influenciam o conforto e a inflamação; o ressecamento também pode ser agravado pelo próprio pterígio.

Quando o acompanhamento clínico é suficiente?

Pterígios iniciais, pequenos, estáveis e distantes do eixo visual costumam ser acompanhados sem cirurgia. O cuidado se apoia em lubrificantes oculares, para aliviar a irritação, e em proteção solar rigorosa, com óculos de sol com proteção UV e chapéu de aba nas atividades ao ar livre.

Quando o tecido inflama, a oftalmologista pode prescrever colírios para controlar vermelhidão e inchaço, sempre de forma individual. A reavaliação periódica mostra se o pterígio segue estável ou se começou a avançar em direção ao centro da córnea.

Lesões restritas à periferia da córnea, próximas ao limbo, tendem a ter impacto visual mínimo; conforme o tecido avança em direção à pupila, cresce o risco de astigmatismo irregular.

Quando a cirurgia de pterígio é indicada?

A cirurgia de pterígio é indicada quando há progressão significativa do tecido, comprometimento estético relevante para o paciente ou impacto na visão. Na prática, isso inclui:

  • Crescimento progressivo do tecido em direção ao eixo visual, com risco de comprometer a visão.
  • Astigmatismo induzido que afeta a qualidade visual.
  • Alteração estética que incomoda o paciente.
  • Irritação e desconforto que persistem mesmo com o uso adequado de lubrificantes, conforme avaliação individual.
Acompanhamento clínico x cirurgia de pterígio
AspectoAcompanhamento clínicoCirurgia de pterígio
Quando se aplicaCasos iniciais, pequenos, estáveis e distantes do eixo visualProgressão significativa, comprometimento estético relevante ou impacto na visão
O que envolveLubrificantes oculares e proteção solar rigorosa (óculos com proteção UV)Remoção do tecido e reconstrução da superfície ocular
ObjetivoAliviar a irritação e observar o crescimentoPreservar a visão e o conforto, com técnicas que reduzem o risco de recidiva
SeguimentoReavaliações periódicas comparando a evolução da lesãoRetornos programados no pós-operatório e proteção solar contínua

Como é feita a cirurgia de pterígio?

A cirurgia remove o tecido do pterígio e reconstrói a superfície ocular, geralmente com enxerto de conjuntiva do próprio paciente sobre a área tratada, técnica que reduz significativamente o risco de recidiva. O procedimento é feito em ambiente cirúrgico, em geral sob anestesia local e sem necessidade de internação prolongada.

A Academia Americana de Oftalmologia (AAO) também cita o transplante de uma fina camada de tecido saudável para a área tratada como forma de reduzir a chance de o pterígio voltar. A escolha da técnica considera a extensão da lesão e as características de cada olho, e é explicada ao paciente antes do procedimento.

Como é a recuperação e como reduzir a chance de recidiva?

Nos primeiros dias é comum sentir desconforto, sensação de corpo estranho e vermelhidão. O pós-operatório inclui colírios prescritos para reduzir a inflamação e prevenir infecção, e a cicatrização completa da superfície ocular costuma levar algumas semanas, acompanhada em retornos programados que também ajudam a perceber cedo qualquer sinal de que o tecido esteja voltando.

Mesmo depois da cirurgia, a proteção dos olhos contra sol, poeira e ressecamento continua recomendada: óculos de sol com proteção UV, chapéu de aba ao ar livre, óculos de proteção em ambientes com poeira e lubrificação quando os olhos estiverem secos.

O que acontece se o pterígio não for acompanhado?

Sem acompanhamento, um pterígio em crescimento pode avançar sobre a córnea até interferir na visão. Como a progressão costuma ser lenta, a mudança nem sempre é percebida no dia a dia, e a reavaliação periódica permite decidir o momento da cirurgia antes que a visão seja afetada.

Colírios para tirar a vermelhidão usados por conta própria, por tempo prolongado, podem disfarçar o aspecto do olho sem tratar a irritação e dificultar a percepção de que a lesão está crescendo. Tentar retirar o tecido por conta própria traz risco de infecção e de lesão da córnea: a remoção do pterígio é feita em ambiente cirúrgico, pela oftalmologista.

Quando procurar uma oftalmologista em Uberaba?

Vale agendar uma consulta oftalmológica quando algum destes sinais aparece:

  • Uma película esbranquiçada ou rosada crescendo no canto do olho.
  • Vermelhidão e irritação recorrentes, especialmente após exposição ao sol, vento ou poeira.
  • Sensação de corpo estranho persistente em um dos olhos.
  • Mudança na qualidade da visão associada à lesão visível.
  • Grau de astigmatismo que parece mudar junto com o crescimento de uma lesão visível.
  • Rotina de trabalho com exposição solar frequente e sem uso regular de óculos de sol.
  • Retorno dos sintomas em quem já tratou um pterígio.

Se a dúvida é outra alteração da visão, como vista embaçada por opacificação do cristalino, a página sobre cirurgia de catarata em Uberaba explica essa condição.

A Dra. Giovanna Piccinini atende na Clínica de Olhos de Uberaba, no Bairro Santa Maria, onde avalia o pterígio e define, com critério individual, entre acompanhamento clínico e indicação cirúrgica, considerando a extensão da lesão, a velocidade de progressão e o impacto real sobre a visão e o conforto.

Percebeu uma lesão crescendo no canto do olho? Agende uma avaliação com a Dra. Giovanna Piccinini.

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Perguntas frequentes

Pterígio é a mesma coisa que catarata?

Não. O pterígio é um tecido que cresce por fora, sobre a superfície do olho, e pode ser visto como uma película esbranquiçada ou rosada avançando do canto do olho em direção à córnea. A catarata é a opacificação do cristalino, uma lente natural que fica dentro do olho, e na maioria dos casos não é visível a olho nu. Cada condição tem avaliação e tratamento próprios.

Todo pterígio precisa ser operado?

Não. Pterígios pequenos, estáveis e sem efeito sobre a visão costumam ser apenas acompanhados, com lubrificantes oculares e proteção solar rigorosa. A cirurgia entra em discussão quando o tecido avança de forma significativa, quando interfere na visão, quando a alteração estética incomoda ou quando a irritação persiste apesar dos lubrificantes.

Colírio faz o pterígio desaparecer?

Não. Colírios lubrificantes aliviam a irritação e a sensação de areia, e a oftalmologista pode prescrever outros colírios para controlar vermelhidão e inflamação, mas nenhum deles remove o tecido. Quando a retirada é indicada, ela é feita por cirurgia.

O pterígio pode voltar depois da cirurgia?

Sim, existe possibilidade de recidiva. Cobrir a área tratada com enxerto de conjuntiva do próprio paciente, durante a reconstrução da superfície ocular, reduz significativamente esse risco. Proteger os olhos do sol, da poeira e do ressecamento continua recomendado.

Como é a recuperação da cirurgia de pterígio?

A recuperação é individual e depende da extensão do pterígio e da técnica usada. Costuma envolver desconforto e vermelhidão nos primeiros dias, com melhora progressiva nas semanas seguintes; os retornos orientam o uso dos colírios e identificam cedo qualquer sinal de recidiva.

Quem tem pterígio precisa ir ao oftalmologista com que frequência?

A MedlinePlus, dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, orienta que pessoas com pterígio façam avaliação oftalmológica anual, para que a lesão seja tratada antes de afetar a visão. Se os sintomas voltarem depois de um pterígio tratado, a recomendação é procurar a oftalmologista.

Dá para prevenir o pterígio?

Proteger os olhos da radiação ultravioleta pode ajudar a prevenir o pterígio. Isso inclui óculos de sol com proteção UV e chapéu de aba no dia a dia ao ar livre, óculos de proteção em ambientes com poeira e lubrificação quando os olhos estiverem secos.

Fontes e referências

Dra. Giovanna Piccinini — Formação e Credenciais

A Dra. Giovanna Piccinini é médica oftalmologista, com quase três décadas de Medicina e atuação especializada em cirurgia de catarata, plástica ocular e saúde ocular preventiva, cofundadora da Clínica de Olhos de Uberaba.

  • Graduação em Medicina pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), 1998.
  • Residência médica no Centro Oftalmológico de Minas Gerais (COMG).
  • Fellowship em Plástica Ocular no Hospital Felício Rocho, sob orientação dos Drs. Eduardo Soares e Valério Pérez.
  • CRM 32619/MG | RQE 29156.

Todo o conteúdo desta página foi revisado e aprovado pela Dra. Giovanna Piccinini. As informações têm finalidade exclusivamente educativa e não substituem uma avaliação médica individualizada.

As informações desta página têm finalidade educativa e não substituem consulta médica, diagnóstico individualizado ou atendimento de urgência e emergência. Em caso de dor ocular intensa, perda súbita da visão ou trauma no olho, procure atendimento oftalmológico imediatamente.

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