Cirurgia de Catarata em Uberaba: Diagnóstico Preciso e Recuperação Acompanhada

Cirurgia de catarata em Uberaba com a Dra. Giovanna Piccinini: avaliação com biometria, facoemulsificação, lente intraocular e pós-operatório acompanhado.

Atualizado em | Revisado por Dra. Giovanna Piccinini, CRM 32619/MG | RQE 29156

A cirurgia é o tratamento indicado para a catarata, já que nenhum colírio reverte a opacificação, e, em Uberaba, é realizada pela oftalmologista Dra. Giovanna Piccinini por facoemulsificação: o cristalino opaco é fragmentado por ultrassom, aspirado por uma incisão pequena e substituído por uma lente intraocular. É um procedimento ambulatorial, feito na Clínica de Olhos de Uberaba com anestesia local e, geralmente, sedação leve, indicado quando a perda de visão atrapalha o dia a dia.

A catarata é a queixa mais frequente entre os pacientes atendidos em Uberaba pela Dra. Giovanna Piccinini (CRM 32619/MG | RQE 29156), e também uma das mais mal compreendidas. Muitas vezes vista apenas como parte do envelhecimento, ela é uma condição progressiva, com tratamento cirúrgico bem estabelecido e resultado previsível quando a cirurgia de catarata acontece no momento adequado e com planejamento individualizado.

O que é catarata?

Catarata é a perda progressiva de transparência do cristalino, a lente natural do olho, responsável por focar a luz na retina para formar a imagem. O processo costuma ser lento, ao longo de meses ou anos, e por isso muitos pacientes só percebem a piora quando ela já compromete atividades cotidianas como ler, dirigir ou reconhecer rostos à distância.

A catarata não regride sozinha, e não existe colírio ou medicamento capaz de reverter a opacificação já instalada: uma vez formada, a tendência natural é de progressão, não de melhora. Por isso, a Dra. Giovanna Piccinini acompanha a catarata como uma condição progressiva, e não como um evento isolado.

Quais são os sintomas da catarata?

Os sintomas mais comuns da catarata são visão embaçada que se agrava lentamente, pior visão no período noturno e maior sensibilidade à luz. A intensidade varia conforme o estágio, e os sinais mais relatados no consultório incluem:

  • Visão turva ou embaçada, que piora progressivamente ao longo do tempo.
  • Dificuldade para enxergar à noite, principalmente ao dirigir, com percepção de halos ao redor de faróis e postes.
  • Sensibilidade aumentada à luz (ofuscamento), sobretudo em ambientes muito claros ou ao sol.
  • Visão dupla em um dos olhos, sintoma menos comum, mas possível em cataratas mais avançadas.
  • Trocas frequentes do grau dos óculos, sem que as lentes novas melhorem a visão de forma satisfatória.
  • Cores que parecem mais desbotadas ou amareladas do que eram percebidas antes.
  • Dificuldade progressiva para atividades de perto, como leitura, costura ou uso de telas, mesmo com boa iluminação.

A catarata pode evoluir de forma assimétrica entre os dois olhos. É comum que o olho que enxerga melhor compense a perda do outro, e que a diferença só seja percebida em um exame de rotina com a oftalmologista.

O que causa a catarata?

A principal causa da catarata é o envelhecimento natural do cristalino, mas alguns fatores aceleram a opacificação ou antecipam o seu aparecimento:

  • Idade: principal fator de risco, já que a opacificação do cristalino está, em grande parte, associada ao envelhecimento natural dos tecidos.
  • Predisposição genética: histórico familiar de catarata precoce.
  • Diabetes mal controlada: acelera o processo de opacificação do cristalino.
  • Exposição prolongada à radiação ultravioleta: sem uso adequado de proteção solar para os olhos.
  • Uso prolongado de corticoides: tanto orais quanto em colírios, em determinadas condições clínicas.
  • Tabagismo: associado a maior risco de catarata em diversos estudos.
  • Traumas oculares prévios: podem acelerar a opacificação no olho afetado.
  • Cataratas congênitas ou de causas específicas: mais raras, presentes desde o nascimento ou surgidas na infância.

Como a catarata é diagnosticada?

A catarata é diagnosticada no exame oftalmológico, com medida da acuidade visual e avaliação do cristalino na lâmpada de fenda, exame que mostra de forma direta quanto o cristalino já perdeu a transparência. Nas fases iniciais, a catarata nem sempre é notada pelo próprio paciente, o que reforça o valor do exame de rotina.

Quando a indicação cirúrgica é confirmada, começa a avaliação pré-operatória da catarata com biometria. A biometria mede o comprimento axial do olho e, junto com a medida da curvatura corneana, fornece os dados para calcular o grau da lente que ocupará o lugar do cristalino. É desse cálculo que depende a distância em que a visão ficará nítida após a cirurgia (longe, perto ou ambas), e por isso ele é feito caso a caso, nunca de forma genérica.

O que é avaliado antes de indicar a cirurgia de catarata?

Antes de indicar a cirurgia, a Dra. Giovanna Piccinini avalia o olho como um todo e a rotina de quem vai ser operado, e não apenas o grau da catarata. Entram nessa análise:

  • Histórico clínico completo: tempo de evolução dos sintomas, histórico familiar de catarata precoce ou glaucoma e cirurgias oculares prévias.
  • Condições oculares associadas: quadros como glaucoma ou olho seco, capazes de influenciar o resultado cirúrgico e que pedem uma abordagem integrada.
  • Saúde geral: o diabetes, a hipertensão e outras condições clínicas podem interferir na recuperação e, por isso, fazem parte do planejamento.
  • Medicamentos de uso contínuo: todos devem ser informados na consulta. O uso prolongado de corticoides e alguns medicamentos para próstata, como a tansulosina, exigem atenção especial durante a cirurgia.
  • Exame de fundo de olho: avaliação da retina e do nervo óptico, para identificar alterações que possam limitar o ganho de visão mesmo após a cirurgia.
  • Estilo de vida: necessidades visuais para dirigir, trabalhar em telas, ler ou praticar esportes, que orientam a escolha da lente intraocular.

Como é feita a cirurgia de catarata em Uberaba?

Em Uberaba, a Dra. Giovanna Piccinini opera a catarata pela técnica de facoemulsificação. O procedimento é ambulatorial e acontece no bloco cirúrgico da própria Clínica de Olhos de Uberaba, em geral com anestesia local associada a sedação leve.

Na facoemulsificação, procedimento minimamente invasivo, o cristalino opacificado é fragmentado por ultrassom e aspirado por uma incisão muito pequena (cerca de dois milímetros, segundo a BRASCRS), que geralmente dispensa pontos. Em seguida, o espaço do cristalino recebe uma lente intraocular (LIO), que devolve ao olho a capacidade de focar.

A lente é escolhida de forma individualizada. As monofocais corrigem uma distância principal, geralmente a de longe; as tóricas corrigem também o astigmatismo relevante; e as premium (multifocais ou de profundidade de foco estendida) têm como objetivo diminuir o uso de óculos tanto de longe quanto de perto. O comparativo entre os tipos de lente intraocular detalha as diferenças, e o conteúdo sobre lentes intraoculares premium e tóricas em Uberaba explica para quem elas fazem sentido.

Como é a recuperação da cirurgia de catarata?

A recuperação costuma ser rápida, com melhora perceptível da visão já nos primeiros dias, embora a estabilização completa possa levar algumas semanas. Nesse período, o paciente recebe orientações sobre o uso de colírios específicos, que previnem infecção e controlam a inflamação, sobre a proteção do olho operado e sobre a retomada gradual de atividades como dirigir e usar telas.

Os retornos programados servem para conferir a cicatrização e a evolução da visão, e a Dra. Giovanna Piccinini faz questão de acompanhar de perto todo o pós-operatório. O passo a passo dos cuidados está detalhado no guia de recuperação da cirurgia de catarata.

O que acontece se a catarata não for operada?

Sem cirurgia, a catarata tende a progredir e a comprometer cada vez mais a autonomia do paciente, já que não regride nem responde a colírios. As consequências de adiar a cirurgia incluem:

  • Piora progressiva da visão, com impacto crescente em atividades como dirigir e ler.
  • Maior risco de quedas e acidentes domésticos na catarata avançada, especialmente em pessoas idosas.
  • Em estágios muito avançados, uma catarata mais densa e mais difícil de operar, com maior tempo cirúrgico e recuperação mais lenta.
  • Perda de qualidade de vida e isolamento social, associados à dificuldade visual progressiva.

A catarata avançada também pode dificultar o exame da retina e do nervo óptico. Em algumas situações, a própria cirurgia é indicada para permitir a avaliação e o tratamento de doenças dessas estruturas, como o glaucoma e a retinopatia diabética, conforme descrevem a BRASCRS e o National Eye Institute (NIH).

Quando é hora de operar a catarata?

A hora de operar a catarata é quando a perda de visão passa a limitar as atividades do dia a dia, e não quando ela atinge um grau fixo de opacificação. A ideia de esperar a catarata "amadurecer" é ultrapassada e está entre os mitos mais comuns sobre catarata.

A cirurgia também não é indicada de forma indiscriminada. Com boa visão funcional e opacificação inicial, a conduta pode ser apenas de observação, com consultas periódicas. A decisão resulta de uma indicação clínica clara, construída em conjunto com o paciente, e nunca de pressa ou de padronização.

Acompanhar ou operar a catarata: como a conduta costuma ser definida
SituaçãoConduta mais comumO que embasa a decisão
Opacificação inicial, com boa visão funcional e sem impacto nas atividades diáriasObservação e acompanhamento periódicoConsultas de rotina para acompanhar a progressão da catarata
Perda de visão que já atrapalha ler, dirigir ou reconhecer rostosIndicação de facoemulsificação com implante de lente intraocularExame com lâmpada de fenda e avaliação pré-operatória com biometria
Catarata muito avançada e densa, depois de um longo adiamentoCirurgia, em geral mais complexaCatarata mais difícil de operar, com maior tempo cirúrgico e recuperação mais lenta

Como o peso de cada sintoma depende da rotina de cada pessoa, os critérios para decidir quando operar a catarata são avaliados caso a caso. Quem precisa enxergar bem de longe no trabalho, como ao dirigir profissionalmente, pode ter a cirurgia indicada antes de alguém com uma rotina visual menos exigente. Considere agendar uma avaliação se você nota ou tem:

  • Embaçamento progressivo que os óculos novos já não resolvem.
  • Insegurança cada vez maior para dirigir à noite, por causa de halos e ofuscamento.
  • Trocas de grau dos óculos mais frequentes que o habitual.
  • Histórico familiar de catarata precoce ou diabetes mal controlada.

A Dra. Giovanna Piccinini, oftalmologista em Uberaba, atende no Bairro Santa Maria, na Clínica de Olhos de Uberaba, onde consulta, exames pré-operatórios e cirurgia acontecem no mesmo endereço. As etapas do cuidado, da primeira consulta ao acompanhamento depois da cirurgia, estão descritas na jornada da catarata em Uberaba.

Notou piora progressiva da visão ou dificuldade para dirigir à noite? Agende uma avaliação de catarata com a Dra. Giovanna Piccinini.

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Perguntas frequentes

Catarata sempre precisa de cirurgia?

Nenhum colírio ou medicamento reverte a opacificação do cristalino, e por isso o tratamento da catarata é cirúrgico. Isso não significa operar logo no diagnóstico: quando a catarata ainda não interfere na rotina, o mais comum é acompanhar a evolução em consultas regulares. A cirurgia passa a ser indicada quando a perda de visão atrapalha tarefas como ler, dirigir ou reconhecer rostos.

A cirurgia de catarata dói?

A facoemulsificação é feita com anestesia local, com colírio anestésico ou pequena injeção, conforme o caso, geralmente associada a uma sedação leve para maior conforto, e o National Eye Institute (NIH) a descreve como quase indolor. Nos primeiros dias, o olho pode ficar um pouco incômodo ou sensível à luz. Dor forte ou que não passa deve ser comunicada à clínica sem demora.

A cirurgia de catarata precisa de internação?

Não. Por ser ambulatorial, a facoemulsificação não exige internação: a pessoa é operada no bloco cirúrgico da própria clínica e volta para casa no mesmo dia, com as orientações de cuidados do pós-operatório. Como a pessoa não deve dirigir logo após o procedimento, o recomendado é ir com um acompanhante.

Depois de operar um olho, preciso operar o outro?

Depende da evolução de cada olho. A catarata costuma avançar de forma assimétrica, e a indicação para o segundo olho é avaliada separadamente, com novo exame e nova análise do impacto na visão. Quando os dois olhos precisam de cirurgia, em geral eles são operados em momentos diferentes, e o resultado do primeiro ajuda a planejar o segundo.

Existe risco de a catarata voltar depois de operada?

Não. O cristalino removido não volta a se formar. Em alguns casos, a cápsula que sustenta a lente intraocular pode ficar opaca semanas, meses ou até anos após a cirurgia, a chamada opacificação secundária da cápsula. Ela é tratada com capsulotomia a laser (YAG laser), um procedimento ambulatorial e indolor.

Fontes e referências

Dra. Giovanna Piccinini — Formação e Credenciais

A Dra. Giovanna Piccinini é médica oftalmologista, com quase três décadas de Medicina e atuação especializada em cirurgia de catarata, plástica ocular e saúde ocular preventiva, cofundadora da Clínica de Olhos de Uberaba.

  • Graduação em Medicina pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), 1998.
  • Residência médica no Centro Oftalmológico de Minas Gerais (COMG).
  • Fellowship em Plástica Ocular no Hospital Felício Rocho, sob orientação dos Drs. Eduardo Soares e Valério Pérez.
  • CRM 32619/MG | RQE 29156.

Todo o conteúdo desta página foi revisado e aprovado pela Dra. Giovanna Piccinini. As informações têm finalidade exclusivamente educativa e não substituem uma avaliação médica individualizada.

As informações desta página têm finalidade educativa e não substituem consulta médica, diagnóstico individualizado ou atendimento de urgência e emergência. Em caso de dor ocular intensa, perda súbita da visão ou trauma no olho, procure atendimento oftalmológico imediatamente.

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